"Angola reforça controlo marítimo para combater pesca ilegal e proteger recursos naturais"

 As autoridades angolanas anunciaram um reforço significativo na vigilância marítima com o objetivo de combater a pesca ilegal, proteger os recursos naturais e garantir a sustentabilidade do setor pesqueiro nacional. A decisão surge após relatórios apontarem que a exploração indevida das águas costeiras tem causado prejuízos econômicos e ecológicos consideráveis.

O plano de ação inclui o aumento do número de patrulhas navais, a utilização de tecnologias de monitorização por satélite e radar e a fiscalização rigorosa das embarcações que operam nas águas territoriais. Além disso, prevê-se a implementação de inspeções periódicas em portos e zonas de desembarque, assegurando que os pescadores cumpram as normas legais e ambientais.


Especialistas afirmam que a pesca ilegal não só compromete a sustentabilidade das espécies marinhas, como também ameaça a segurança alimentar e a economia local, especialmente para comunidades que dependem da pesca artesanal. Dados recentes indicam que milhares de toneladas de peixe são retiradas ilegalmente anualmente, prejudicando pescadores legais e diminuindo a biodiversidade.


O governo reforçou ainda a necessidade de cooperação entre pescadores, autoridades locais e órgãos de fiscalização, incentivando a denúncia de práticas irregulares. Campanhas de sensibilização têm sido realizadas para alertar sobre os impactos ambientais da pesca predatória, destacando a importância de proteger zonas sensíveis e habitats marinhos.


A iniciativa também envolve medidas educativas e programas de capacitação para pescadores artesanais, promovendo técnicas sustentáveis de pesca e o uso responsável dos recursos marítimos. O objetivo é criar um equilíbrio entre a exploração econômica e a conservação ambiental, assegurando que futuras gerações possam usufruir dos recursos marinhos de Angola.


Autoridades afirmam que estas ações visam consolidar Angola como um país comprometido com a preservação da biodiversidade e a gestão sustentável dos seus recursos naturais, tornando o combate à pesca ilegal uma prioridade nacional.