França e África querem compromisso do G7 para corrigir desigualdades globais

França e África anunciaram hoje que vão instar o G7, que reúne as sete economias mais industrializadas do mundo, a abordar as desigualdades na arquitetura financeira global.


"Vamos exigir uma maior responsabilidade às principais economias do mundo para corrigir e abordar os desequilíbrios globais. É isso que vamos defender no G7", declarou o presidente francês, Emmanuel Macron, durante o encerramento da Cimeira África em Frente, que contou com a presença de 35 chefes de Estado e de Governo do continente.

A 52.ª Cimeira do G7 (fórum composto pelas sete economias mais industrializadas e avançadas do mundo), que se realizará na cidade francesa de Évian-les-Bains de 15 a 17 de junho, servirá de plataforma para os países africanos, com o apoio do Palácio do Eliseu, reivindicarem uma reforma da arquitetura financeira global, disse Macron no final da cimeira franco-africana de dois dias realizada em Nairobi.

Tentar resolver as crises internacionais sem a participação de África é uma "falha moral e política", afirmou o Presidente francês, citado pela Lusa, que justificou o convite ao Presidente queniano, William Ruto, para participar na Cimeira do G7.