Rúben Mandela foi eleito, no sábado, primeiro-secretário do MPLA junto da comunidade angolana em Portugal, durante a X Conferência Ordinária de Balanço e Renovação de Mandatos do partido. O novo dirigente sucede a António Nicácio no cargo.
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Após a confirmação da sua eleição, Rúben Mandela agradeceu a confiança depositada pelos delegados, destacando o exercício da democracia interna no seio do MPLA, segundo um comunicado de imprensa.
Na ocasião, reafirmou o compromisso de trabalhar por um partido "mais forte, organizado, moderno e próximo da comunidade", capaz de ouvir, mobilizar e valorizar a experiência dos mais velhos, a energia da juventude, o papel das mulheres e o contributo dos estudantes, académicos, empresários e profissionais angolanos residentes em Portugal.
O novo primeiro-secretário comprometeu-se igualmente a reforçar a ligação entre o partido e a comunidade angolana, promovendo a proximidade, a solidariedade, o patriotismo e a valorização da identidade e da cultura nacionais.
Entre as prioridades do seu mandato, destacou a modernização do funcionamento do comité, o reforço da comunicação, a dinamização das estruturas de base e o incentivo a uma participação cada vez mais activa dos militantes.
Rúben Mandela enalteceu ainda os esforços do Executivo angolano na construção de uma sociedade mais forte, solidária e desenvolvida, sob a liderança do Presidente João Lourenço.
No encerramento da conferência, o deputado e membro do Comité Central do MPLA, Jorge Dombolo, reconheceu o empenho dos dirigentes, responsáveis e militantes do MPLA, da OMA e da JMPLA na concretização das orientações do partido, salientando que esse trabalho contribuiu para o sucesso do evento.
O dirigente considerou, contudo, que os desafios do partido em Portugal continuam a ser significativos, defendendo a necessidade de reforçar a sua afirmação junto da comunidade angolana residente naquele país europeu.
Por sua vez, a embaixadora de Angola em Portugal, Maria de Jesus Ferreira, apelou a um elevado sentido de patriotismo e responsabilidade por parte dos cidadãos angolanos, sublinhando que esse compromisso deve reflectir-se na postura social, no desempenho profissional e na dedicação ao país.
"O verdadeiro militante não se demite das suas funções. É um exemplo nos locais de trabalho, na família e, acima de tudo, na forma como se integra e interage com a sua comunidade", afirmou.
A diplomata acrescentou que "estar próximo do povo é ouvir as suas angústias, ser a sua voz e contribuir para a resolução dos seus problemas", defendendo que a conduta diária dos militantes deve espelhar os ideais do partido, promovendo a solidariedade, o respeito e a justiça social.
A conferência foi presidida pelo primeiro-secretário cessante, António Nicácio, e contou com a presença de Adriano Meirelles Patrocínio, deputado e director do Gabinete do Presidente do MPLA, Jorge Dombolo, membro do Comité Central e coordenador do grupo de acompanhamento à conferência, Nhanga de Assunção, membro do Comité Central e director das Organizações Sociais e Sociedade Civil, bem como das cônsules-gerais de Angola em Lisboa e no Porto, Vicência de Brito e Dulce Gomes.