A TAAG propôs, sexta-feira, um aumento salarial de 20% aos técnicos de manutenção de aeronaves, em resposta à reivindicação de um reajuste de 100% apresentada pelo Sindicato dos Técnicos de Manutenção de Aeronaves (STMA).
A proposta foi apresentada durante um encontro entre a Administração da TAAG e o STMA, lê-se numa nota.
Segundo o documento, a Administração reconhece a importância dos técnicos para a segurança e a qualidade das operações da companhia, mas considera que a reivindicação de um aumento salarial de 100% é desproporcionada face à realidade económica da empresa e aos princípios de equidade que devem orientar a valorização dos trabalhadores.
O processo negocial abrange 146 Técnicos de Manutenção Aeronáutica afectos às áreas de produção e representados pelo STMA, correspondentes a cerca de cinco por cento dos 2.750 trabalhadores da TAAG.
Nesta categoria profissional, o salário base médio mensal situa-se actualmente em cerca de 1,5 milhões de kwanzas.
A companhia defende que uma política remuneratória responsável não deve resultar da satisfação isolada das reivindicações de uma única categoria profissional, devendo observar critérios de proporcionalidade, qualificação e responsabilidade, além de assegurar o equilíbrio salarial entre as diferentes classes e categorias.
“Aceitar uma reivindicação desta dimensão comprometeria não apenas a sustentabilidade financeira da companhia, mas também os princípios de justiça salarial que devem ser salvaguardados no conjunto da organização”, lê-se no documento.
O Conselho de Administração mantém a expectativa de que, apesar das divergências, seja possível alcançar um entendimento que permita conciliar as posições das partes, em benefício da companhia, dos passageiros e do país.
Caso não seja alcançado um acordo e se verifique uma paralisação, a TAAG poderá activar o plano de continuidade operacional, com o objectivo de assegurar pelo menos 85% da programação de voos, através dos serviços mínimos legalmente previstos e de parcerias operacionais.
De acordo com a nota, o plano prevê a manutenção integral das ligações intercontinentais e a minimização dos eventuais impactos nas operações regionais e domésticas.