Lewis Hamilton reafirma sonho de correr em África

 


O heptacampeão mundial de Fórmula 1, Lewis Hamilton, reafirmou, o sonho de correr em África, ao elogiar o plano da Fórmula 1 de regressar ao continente com uma corrida no Ruanda, apesar das críticas de grupos de direitos humanos ao país anfitrião.


"Tenho defendido uma corrida na África há muitos, muitos anos. Não se trata apenas de um país. Trata-se do continente em si. A cultura é riquíssima e acho importante que a mostremos ao mundo", afirmou o piloto britânico, de 41 anos, na quinta-feira, na antevisão do Grande Prémio dos Estados Unidos, de acordo com a AFP, citado pela Africanews.

Único piloto negro da grelha, Hamilton, que representa actualmente a Ferrari, admitiu que a perspectiva de competir em África poderá motivá-lo a prolongar a carreira. 

O britânico, campeão pela última vez em 2020, tem contrato válido por pelo menos mais uma temporada, com opção até 2028.
"Agora sou obrigado a ficar muito mais tempo porque temos uma corrida na África, e esse sempre foi meu sonho. Preciso continuar a lutar para me manter em forma", sublinhou.

A Fórmula 1 não corre em África desde 1993, quando o Grande Prémio da África do Sul deixou o calendário. O regresso está previsto apenas para o início da década de 2030, sem data oficial anunciada.

A escolha do Ruanda tem suscitado reacções diversas na comunidade internacional, com organizações de defesa dos direitos humanos a levantarem preocupações quanto ao contexto político e social do país anfitrião.

Questionado sobre as críticas, Hamilton apelou à humildade na abordagem do tema.

"Naturalmente, existem problemas em todo o mundo hoje em dia. Mas precisamos abordar a situação com humildade. Ir até lá não significa ignorar o que está acontecendo", concluiu.