Angola e Banco Mundial avaliam preenchimento de 735 vagas de formação para 2027

 


O Ministério da Saúde (MINSA), representantes do Brasil e do Banco Mundial realizaram, na tarde desta quarta-feira, de Novembro de 2026, uma reunião de acompanhamento da cooperação bilateral no domínio da formação de recursos humanos em saúde, com destaque para o preenchimento das 735 vagas inicialmente disponibilizadas para o ano lectivo de 2027.




O encontro, realizado por videoconferência, enquadrou-se na missão de apoio à implementação do Projecto de Formação de Recursos Humanos para a Cobertura Universal de Saúde (PFRHS), liderada pelo Dr. Humberto Cossa, responsável pelo acompanhamento do projecto no Banco Mundial.
 
Durante a reunião, as delegações avaliaram o processo de identificação, indicação e validação dos candidatos, bem como os procedimentos administrativos necessários para assegurar o aproveitamento das oportunidades de formação em instituições de ensino e unidades hospitalares brasileiras.

Pela parte brasileira, foi assinalado que a oferta inicial, estimada em cerca de 735 vagas, será reforçada com oportunidades provenientes da integração de novas instituições no programa. Foi igualmente confirmado que as vagas adicionais solicitadas por Angola já foram incorporadas na programação do próximo ciclo, não se prevendo, nesta fase, a necessidade de prorrogar o calendário estabelecido.

Um dos principais aspectos analisados foi a necessidade de acelerar a indicação dos profissionais, tendo em conta as etapas subsequentes de emissão das cartas de aceitação, organização da documentação e tramitação dos vistos.

Neste âmbito, foi apresentado o calendário de lançamento da oferta, previsto para 9 de Novembro, com encerramento a 3 de Dezembro de 2026. As partes destacaram a importância de antecipar a identificação dos candidatos, considerando os procedimentos administrativos e consulares associados ao período de Dezembro.
 
A delegação angolana informou que os processos de preparação documental e agendamento consular já se encontram em curso, não tendo sido identificados, até ao momento, constrangimentos na submissão dos pedidos de visto.

Na sua intervenção, o representante da coordenação brasileira, Luciano Ávila, destacou a evolução da parceria entre Angola e Brasil, que entra no terceiro ciclo de implementação, sublinhando o alargamento das oportunidades de formação e o interesse que esta experiência tem despertado noutros países de língua portuguesa.

Segundo referiu, Moçambique e Cabo Verde manifestaram interesse em conhecer o modelo de cooperação desenvolvido entre os dois países, perspectiva que poderá favorecer a partilha de experiências e boas práticas no domínio da qualificação dos recursos humanos da saúde no espaço da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Com a meta de formar 38 mil profissionais até 2028, o PFRHS constitui um dos principais investimentos do Executivo angolano no desenvolvimento do capital humano do sector da saúde. Financiado pelo Banco Mundial, através do financiamento P180631, no valor de 200 milhões de dólares, o projecto visa reforçar a disponibilidade de profissionais qualificados e a capacidade de resposta das instituições sanitárias em todo o território nacional.