A Academia Brasileira de Escritores (ABRESC) empossou, quinta-feira, na Unibes Cultural, em São Paulo, dez novos imortais, dos quais um angolano João Rosa Santos.
De acordo com a revista Bula, a Academia Brasileira de Escritores foi fundada, em 2011, em São José do Rio Preto (SP), tendo surgido a partir da Escola de Escritores, um projecto voltado para a formação de autores iniciantes e profissionais do mercado editorial.
A mesma fonte refere que o editor e jornalista João Paulo Vani, ligado ao Grupo Editorial HN, coordenava oficinas, leituras críticas de originais e as actividades de capacitação para escritores na região noroeste paulista, mas com o crescimento da rede de participantes decidiu converter a iniciativa em academia com 40 cadeiras vitalícias.
João Rosa Santos vai ocupar a cadeira número 37 e ficará imortalizado ao lado do moçambicano Amosse Mucavele e de Vera Duarte, de Cabo Verde, tornando-se embaixadores culturais da Instituição nos respectivos países.
Para o escritor, natural de Malanje, esta distinção representa um “motivo de grande alegria e orgulho”, uma vez que “quem vive de verdade nunca morre”.
O também mestre em Assessoria de Imagem e Consultoria Política prometeu "prestigiar a memória da Academia" que considera “símbolo da literatura brasileira, espaço de resistência intelectual, de pensamento livre, do cultivo da palavra e da democracia cultural”.
Por sua vez, o presidente da ABRESC, João Paulo Vani, felicitou os novos imortais e reiterou que os objectivos da Instituição continuam a ser a formação de leitores, o combate à desinformação, a ampliação da cidadania, a internacionalização, o fortalecimento das vozes marginalizadas e o compromisso com a dignidade humana.