O Presidente da República do Congo, Denis Sassou Nguesso, procura prolongar o seu mandato nas eleições marcadas para hoje.
O antigo paraquedista, de 82 anos, assumiu o poder, pela primeira vez, na nação centro-africana rica em petróleo, após um golpe de Estado em 1979. Perdeu as primeiras eleições multipartidárias em 1992, mas regressou ao poder em 1997, após uma guerra civil. Já governou durante um total combinado de quase 42 anos, o que faz dele o terceiro líder que governou durante mais tempo em África, depois de Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, da Guiné Equatorial, e Paul Biya, dos Camarões.
Nguesso vai enfrentar seis candidatos na eleição presidencial de hoje. Dois dos principais partidos da oposição estão a boicotar a votação, alegando preocupações com a transparência. Uma reforma constitucional de 2015 reiniciou o limite de mandatos presidenciais e permitiu a Sassou Nguesso manter-se no poder. Mas também limitou os mandatos presidenciais a três de cinco anos cada, o que significa que, a menos que haja outra reforma, esta é a sua última eleição.
O próprio Presidente começou a falar mais abertamente sobre uma possível sucessão, dizendo aos jovens apoiantes no seu comício de abertura de campanha, a 28 de Fevereiro, que a sua geração estava a “preparar o terreno” para que eles assumissem o poder.
Um potencial sucessor é o seu filho Denis-Christel Sassou Nguesso, que entrou para o Governo como ministro da Cooperação Internacional e das Parcerias Público-Privadas, em 2021 e, desde então, tem ganho maior destaque público. Outras figuras dentro do sistema governante que poderão assumir o poder são Jean-Dominique Okemba, chefe do Conselho de Segurança Nacional e sobrinho do Presidente, e Jean-Jacques Bouya, ministro do Planeamento Espacial e Grandes Obras e primo de Nguesso.