O Bureau Político do Comité Central do MPLA manifestou, ontem, “profunda dor e consternação” pelo passamento físico de Adelino Filipe Galvão Branco, ocorrido segunda-feira, em Luanda, vítima de doença.
Numa mensagem de condolências, o órgão de cúpula do partido no poder realça que Galvão Branco, engenheiro de formação nascido aos 18 de Junho de 1948, no Lubango, província da Huíla, cedo trabalhou no sector Industrial, mormente na área de energia eléctrica, onde foi parte activa na adaptação da mesma, face à fuga registada dos técnicos estrangeiros, em consequência dos acontecimentos políticos ocorridos em 1974. “Foi um nacionalista, tendo participado em momentos políticos do pós-25 de Abril de 1974 e parte activa nos primeiros grupos da ODP-Organização de Defesa Popular, em resposta à palavra de ordem ‘Resistência Popular Generalizadas’”, lê-se na mensagem.
Em 1977, Galvão Branco ingressou na UNTA-União Nacional dos Trabalhadores Angolanos, onde desempenhou várias funções, das quais se destaca ter sido eleito secretário-geral adjunto, cargo que exerceu de Outubro de 1978 a 1984. Também foi membro do Conselho da Revolução da República Popular de Angola e exerceu, igualmente, o cargo de vice-ministro da Indústria.
Ao longo das últimas décadas, destacou-se como uma das figuras mais interventivas do espaço público angolano em matérias ligadas à economia, banca, petróleo, construção e obras públicas, investimento privado, governação corporativa, consultoria empresarial e reformas estruturais.
Condolências da AJECO
A Associação de Jornalistas Económicos de Angola (AJECO) também lamenta, com profunda comoção, a morte de Galvão Branco, membro consultivo da agremiação profissional.
A AJECO considera que Galvão Branco foi uma voz autorizada para falar sobre mercados, evolução dos países e impacto das decisões dos governos e decisores de política económica no crescimento.