Zona Económica Especial (ZEE) projecta expandir a sua força de trabalho dos actuais 12 mil para cerca de 30 mil postos de emprego. Este crescimento será impulsionado pela activação dos projectos em curso e pela atracção de novos investimentos para o pólo industrial.
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A informação foi avançada pelo presidente do Conselho de Administração da Zona Económica Especial (ZEE), Manuel Pedro, durante uma visita de trabalho efectuada pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, ao pólo industrial localizado em Icolo e Bengo.
Na ocasião, o gestor máximo da ZEE apresentou os projectos estratégicos concebidos para reforçar a capacidade industrial do país, atrair mais investimento privado e impulsionar a criação de novos postos de trabalho.
A jornada de campo teve início nas futuras áreas administrativas e de serviços de apoio às indústrias ali instaladas, cujas inaugurações estão programadas para o final de 2026.
Logo a seguir, o ministro de Estado visitou três unidades fabris que se encontram em processo de recuperação pelo Estado.
Estas instalações integram um conjunto de sete fábricas anteriormente sob gestão privada. Durante esta etapa, o governante inteirou-se do estado actual dos equipamentos industriais, bem como das intervenções em curso para o restabelecimento célere da capacidade produtiva.
Como chefe da Equipa Económica do Governo, José de Lima Massano percorreu igualmente várias áreas da ZEE para avaliar o nível de ocupação dos lotes industriais.
No local, tomou contacto com o plano de alargamento do parque, que prevê a criação de uma zona de serviços de apoio às empresas e aos trabalhadores.
O novo espaço agregará agências bancárias, estabelecimentos comerciais, áreas de restauração, cafetarias e outras infra-estruturas complementares de conveniência.
Pólo estratégico e ambiente de negócios
O alinhamento desta visita reflecte o posicionamento defendido pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica em Julho do ano passado, altura em que apelou a uma maior aproximação entre os sectores primário e secundário da economia para optimizar o ambiente de negócios nacional.
José de Lima Massano reiterou que o Executivo vai continuar a actuar como um agente facilitador do mercado, mantendo o foco na desburocratização e na melhoria das condições operacionais.
O governante garantiu ainda que o Estado prosseguirá, de forma firme e determinada, com o apoio à produção interna, auxiliando o tecido empresarial a gerar mais empregos, conquistar maior autonomia e consolidar um tecido económico nacional cada vez mais integrado.
ZEE responde aos desafios
A Zona Económica Especial Luanda-Bengo (ZEE) foi criada em 2009, constituindo-se no primeiro espaço físico e delimitado para promover a industrialização nacional e apoiar a agenda de diversificação económica.
O objectivo principal da ZEE Luanda – Bengo é contribuir para o desenvolvimento empresarial sustentável do país, a promoção do emprego e da produção interna de bens e serviços com vista à sua comercialização nos mercados nacionais e estrangeiros, através da criação de condições legais e institucionais. Tem uma área total de 7.578.74 hectares que compreende duas (2) reservas fundiárias, cujos limites geográficos foram aprovados pelo Executivo, através de Decretos Presidenciais, sendo uma (1) agrícola, denominada Uala, com cerca de 2.860,83 hectares e outra industrial, em Viana, com cerca de 4.717,91 hectares.
A unidade produtiva que, com a mais recente divisão política- administrativa, passou para a província do Icolo e Bengo. Tem mais de 200 unidades industriais a operar e um volume médio de negócio anual à volta dos 2 mil milhões de dólares, além de contribuir em impostos com o equivalente a mais de 1.000 milhões de dólares.