Guiné proíbe exportação de ouro bruto para reforçar receitas nacionais


A Guiné proibiu a exportação de ouro bruto, numa medida destinada a fortalecer o processamento interno do mineral e aumentar as receitas geradas por este importante recurso natural.


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O anúncio foi feito pelo Presidente da Guiné, Mamadi Doumbouya, que destacou que “o povo da Guiné merece ver a sua riqueza contribuir para o seu desenvolvimento”. Segundo a Africanews, a decisão integra a estratégia governamental de maior controlo do sector mineiro e de maximização da arrecadação de receitas para o Estado.

No âmbito desta política, Doumbouya revelou que a Refinaria de Ouro de Nimba, a primeira do país, está em fase avançada de construção nos arredores de Conacri. A unidade terá capacidade para refinar cerca de 250 toneladas de ouro por ano, permitindo que uma parte significativa da cadeia de valor permaneça no território nacional.

As autoridades advertiram ainda que as empresas estrangeiras poderão perder as suas licenças de exploração caso desrespeitem a nova directiva.

Entretanto, a implementação da medida poderá enfrentar desafios, uma vez que uma parcela significativa da produção aurífera do país provém da mineração artesanal, um sector tradicionalmente difícil de regulamentar e fiscalizar.

A decisão da Guiné segue uma tendência crescente em África. Países como a Tanzânia e o Uganda já adoptaram restrições semelhantes à exportação de ouro bruto, enquanto o Gana prevê implementar uma proibição total destas exportações até 2030.