A ex- candidata presidencial da França, Marine Le Pen, foi condenada, hoje, a três anos de prisão, dos quais dois anos suspensos e um de prisão efectiva, bem como uma multa de 100 mil euros por alegado uso de fundos europeus para promover a sua campanha.
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A líder parlamentar do Reagrupamento Nacional (extrema-direita francesa) foi ainda condenada a 45 meses de proibição de exercer cargos públicos, dos quais 30 meses foram suspensos, sendo 15 longe dos cargos públicos, porém, a princípio pode candidatar-se às próximas eleições presidenciais, reportou a Lusa.
No início da leitura do acórdão, o Tribunal de Recurso de Paris indicou que as penas de inelegibilidade foram ajustadas tendo em conta "a liberdade de candidatura" e "a livre escolha dos eleitores", consideradas "condições da expressão democrática".
Como pena principal, o tribunal determinou que o ano de prisão efectiva seja cumprido sob vigilância electrónica.
Le Pen havia afirmado que não se candidataria a presidente se tivesse de usar uma pulseira electrónica.
A presidente do Reagrupamento Nacional (RN) foi considerada culpada dos crimes de desvio de fundos públicos europeus, na qualidade de deputada ao Parlamento Europeu, e de cumplicidade em desvio de fundos públicos, enquanto presidente do partido.