A historiadora e comissária-geral de Angola na Expo Yokohama 2027, Rosa Cruz e Silva, defendeu, esta sexta-feira, em Luanda, que o fortalecimento do papel da mulher na promoção da paz passa pela preservação e valorização da identidade cultural africana.
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Ao intervir no segundo painel do II Fórum Internacional da Mulher para a Paz e Democracia, que hoje encerra, a académica considerou essencial promover o diálogo entre gerações e transmitir às camadas mais jovens o legado histórico e cultural do continente, incentivando a investigação e a valorização das línguas nacionais.
"Acredito no poder que as mulheres têm de influenciar, transformar e mudar as mentalidades. Portanto, se formos capazes de assumir essa identidade desde a infância, podemos alcançar os objectivos que almejamos", afirmou.
Rosa Cruz e Silva destacou que a intervenção e o protagonismo das mulheres são determinantes para a consolidação da paz e para o desenvolvimento das sociedades africanas.
Considerou também importante o alargamento dos espaços de participação feminina nos processos de desenvolvimento, sublinhando que os esforços nacionais devem contemplar igualmente a expansão das infra-estruturas básicas e a melhoria das condições de vida das comunidades