O crescimento económico de Angola, impulsionado por reformas estruturais implementadas pelo Executivo, está a captar a atenção de investidores estrangeiros de várias regiões do mundo. A avaliação foi feita no sábado por um antigo director Regional Sul do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que destacou o impacto positivo das medidas tomadas pelo Governo angolano nos últimos anos.
Segundo o especialista, Angola tem vindo a apresentar sinais claros de recuperação e estabilidade macroeconómica, fatores fundamentais para restaurar a confiança dos mercados internacionais. As reformas fiscais, a melhoria do ambiente de negócios e o combate à corrupção são apontados como pilares fundamentais desta nova fase da economia nacional.
Além da estabilidade política, os sectores da agricultura, energia, transportes e tecnologias de informação têm despertado grande interesse entre investidores. O aumento do investimento directo estrangeiro é visto como reflexo do trabalho feito para tornar o país mais competitivo e atrativo a nível regional.
O Governo angolano tem igualmente apostado na diversificação da economia, reduzindo gradualmente a dependência do petróleo. Iniciativas como o apoio às pequenas e médias empresas, o incentivo à produção nacional e os programas de privatização de empresas públicas são outros elementos que têm contribuído para esta dinâmica positiva.
Vários fóruns e conferências internacionais realizados nos últimos meses contaram com a presença de representantes de Angola, que apresentaram oportunidades de investimento e promoveram parcerias estratégicas em diferentes continentes. As autoridades angolanas reafirmam que a transparência e a estabilidade institucional continuarão a ser prioridades para garantir a confiança dos investidores.
O antigo dirigente do PNUD concluiu que, se mantido o rumo atual, Angola poderá consolidar-se como um dos principais destinos de investimento em África nos próximos anos, contribuindo assim para a criação de empregos, o aumento da produtividade e a melhoria das condições de vida da população.