A IndiGo, maior companhia aérea do país, entrou nesta quinta-feira no terceiro dia consecutivo de fortes perturbações, com mais de 175 voos cancelados apenas pela manhã e centenas de atrasos em vários aeroportos. Na quarta-feira, já tinham sido suspensos 150 voos, agravando ainda mais o impacto sobre os passageiros.
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A crise teve início após a entrada em vigor das novas regulamentações do governo, que passaram a exigir períodos maiores de descanso para os pilotos e criaram restrições adicionais para voos noturnos. Segundo a Federação de Pilotos da Índia, a IndiGo não conseguiu ajustar as escalas e o planeamento a tempo, o que resultou em falta de tripulação para manter a programação de voos.
A companhia reconheceu que os novos limites de tempo de serviço contribuíram para a onda de cancelamentos, mas ainda não deu uma resposta oficial sobre o problema.
Nos aeroportos, o caos foi evidente. Em Pune, passageiros relataram falta de cadeiras, sendo obrigados a sentar no chão, além da ausência de assistência e linhas de apoio inoperantes. Em Bengaluru, 73 voos foram cancelados, enquanto Delhi registou cerca de 30 cancelamentos e Hyderabad, 68.
Outras companhias aéreas, como Air India, SpiceJet e Akasa Air, não foram afetadas pelas novas regras e mantiveram suas operações normais.
O impacto também chegou ao mercado financeiro. As ações da IndiGo, que controla 60% do mercado aéreo indiano e é conhecida pela sua pontualidade, caíram 3,4% nesta quinta-feira e acumulam 6% de queda na semana.