A Comissão Europeia vai abrir uma investigação antitruste contra a Meta Platforms, focada na forma como a empresa integrou o Meta AI, um chatbot e assistente virtual, ao WhatsApp em todos os mercados europeus desde março de 2025. A ação visa apurar se a empresa abusou de sua posição dominante na plataforma, prejudicando concorrentes de IA ou limitando o acesso de outros serviços similares.
Segundo a Meta, o setor de IA continua altamente competitivo, e os usuários têm acesso a serviços de diferentes formas, incluindo lojas de aplicativos, mecanismos de busca, serviços de e-mail, integrações de parcerias e sistemas operacionais. Um porta-voz do WhatsApp afirmou que as alegações são “infundadas”, acrescentando que o surgimento de chatbots sobrecarrega seus sistemas, para os quais não foram projetados.
Paralelamente, a Itália abriu uma investigação própria em julho sobre a mesma questão, ampliando-a em novembro para examinar se a Meta bloqueou chatbots de IA concorrentes na plataforma de mensagens.
Esta é a mais recente ação regulatória da União Europeia contra grandes empresas de tecnologia, refletindo o esforço do bloco em equilibrar inovação e concorrência justa. O caso acompanha um momento em que gigantes como Meta, Google e Microsoft expandem rapidamente suas soluções de inteligência artificial, aumentando o escrutínio das autoridades sobre práticas que possam afetar o mercado e os consumidores.