"Somalis de Minnesota temem, mas se mostram desafiadores após insultos de Trump e aumento da presença do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA)"

 A comunidade somali de Minnesota enfrenta tensão crescente após declarações do ex-presidente Donald Trump, que chamou imigrantes somalis de "lixo", e o aumento da presença de agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) na região.

 As declarações coincidiram com uma intensificação das operações do ICE nas Cidades Gêmeas, deixando alguns residentes em alerta e outros a se esconderem, muitas vezes carregando passaportes por precaução.


Apesar do medo, a comunidade tem demonstrado resistência. Ifrah Farah, cidadã americana de origem somali e dona de um salão de cabeleireiro, afirmou: “Eu nunca fiz nada de errado; sou uma mãe trabalhadora. Nós não somos lixo”. Jamal Osman, membro do conselho municipal e refugiado somali, descreveu a situação como se a comunidade estivesse em uma “zona de guerra”, recebendo ligações constantes de moradores preocupados com sua segurança.


Segundo Tricia McLaughlin, secretária adjunta do Departamento de Segurança Interna, o ICE não mira pessoas com base na raça ou etnia, mas sim aqueles que estão ilegalmente no país ou violam leis. Ainda assim, a comunidade tem sido alvo de um escrutínio maior devido a uma investigação por fraude no auxílio emergencial da COVID-19, que resultou em pelo menos 77 acusações, muitas envolvendo membros da comunidade somali. Entre os acusados, 56 se declararam culpados, e a líder do esquema, uma mulher branca de Minnesota, foi condenada por quatro acusações de fraude eletrônica.


A representante americana Ilhan Omar, de origem somali, é apontada como a voz mais influente do grupo, que vem se tornando cada vez mais politicamente ativo no estado. Líderes comunitários condenam as declarações de Trump como racistas, islamofóbicas e xenófobas, ressaltando o impacto negativo que essas palavras e ações têm sobre a vida cotidiana dos somalis em Minn

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