A reação política foi mista: parlamentares criticaram a linguagem como ofensiva, mas membros republicanos permaneceram em silêncio. O vice-presidente JD Vance e a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, elogiaram os comentários, chamando-os de “incríveis” e um “momento épico”.
Especialistas e defensores dos direitos civis alertam que a retórica de Trump corre o risco de normalizar o discurso de ódio na política americana. “O racismo deixou de ser um discurso velado nos Estados Unidos. Estamos desumanizando e atacando pessoas”, disse LaTosha Brown, cofundadora do Black Voters Matter Fund.
A Casa Branca defendeu o presidente, com a porta-voz Abigail Jackson afirmando que ele estava certo em destacar problemas causados por “migrantes somalis radicais”. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, informou que sua agência investiga alegações de desvio de recursos públicos de Minnesota para o grupo militante Al-Shabaab, na Somália.
Trump tem um histórico de retórica racista, especialmente contra imigrantes não brancos, e críticos afirmam que suas políticas refletem esse comportamento. Na quarta-feira, ele reiterou os comentários, chamando a Somália de “considerada por muitos o pior país do mundo” e acusando imigrantes somalis de “destruírem o país”.