Pelo menos 484 pessoas morreram de cólera, desde Janeiro deste ano, tendo sido reportado um total de 18.500 casos suspeitos, 5.300 dos quais confirmados, anunciou, quinta-feira, o Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doenças.
Segundo o director-adjunto de incidentes da referida agência de saúde da União Africana, Yap Boum, a taxa de letalidade aguda da doença é de 2,03%, considerada elevada, e os esforços estão centrados em reduzi-la para 1%.
No caso de Angola, desde que o surto de cólera iniciou, em Janeiro de 2025, o país registava 36.536 casos, dos quais 19.684 em homens e 16.582 em mulheres, segundo dados do Ministério de Saúde reportados a 20 de Fevereiro deste ano.
Já no plano continental, os países mais afectados são a República Democrática do Congo, o Sudão do Sul e a Nigéria.
O Sudão, que declarou o fim do surto a 5 de Março, continua sob monitorização para evitar ressurgimentos, como os registados no Ruanda e no Zimbabwe.
Em 2025, o continente ultrapassou o recorde de infecções, com cerca de 262.300 casos confirmados e 5.900 mortes, acrescenta a mesma fonte.
A cólera, causada pela ingestão de água ou alimentos contaminados, continua associada a deficiências no saneamento básico e no acesso a água potável, avança a agência noticiosa portuguesa.