Os Estados Unidos destruíram mais de 100 embarcações iranianas desde o início da guerra ontra a República Islâmica, no contexto das tensões provocadas pelo bloqueio do Estreito de Ormuz, anunciou,segunda-feira, o Departamento de Defesa.
"Por meio de uma combinação de capacidades aéreas, terrestres e navais, destruímos com sucesso mais de 100 navios de guerra iranianos, e ainda não acabámos", afirmou o almirante Brad Cooper, líder do Comando Central dos EUA (CENTCOM), num vídeo divulgado pelas Forças Armadas norte-americanas.
Segundo Cooper, a ofensiva tem como objectivo reduzir a capacidade de Teerão de ameaçar o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, uma via fundamental para escoar o petróleo e o gás natural produzidos na região.
"Estamos totalmente focados em desmantelar a ameaça que o Irão representa há décadas ao livre fluxo do comércio através do Estreito de Ormuz", disse o representante militar norte-americano, acrescentando que as forças dos EUA estão a diminuir a capacidade iraniana de "ameaçar a liberdade de navegação" dentro e nas imediações do estreito.
Este anúncio surge num contexto de escalada das tensões na região após o novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, ter declarado que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado em resposta aos ataques lançados pelos Estados Unidos e por Israel contra alvos no Irão.
A via marítima é considerada estratégica para o comércio energético global, uma vez que cerca de 20 por cento do petróleo mundial transportado por via marítima passa pelo estreito.
Entretanto, o Presidente norte-americano, Donald Trump, apelou aos aliados para colaborarem na reabertura da passagem para o Golfo Pérsico, proposta recebida com ceticismo por alguns parceiros internacionais.
Na semana passada, Trump afirmou ter destruído "quase todos" os navios lança-minas iranianos no Estreito de Ormuz "numa única noite", sustentando que grande parte da Marinha iraniana foi neutralizada desde o início da ofensiva contra Teerão.
O comandante do CENTCOM indicou, ontem, ainda que as forças norte-americanas realizaram até agora mais de 6.000 missões de combate no âmbito da operação. "As capacidades do Irão estão a diminuir, enquanto as nossas próprias capacidades e vantagens continuam a fortalecer-se", concluiu Cooper.