O Ministério da Saúde (MINSA) informou, hoje, que está coordenar, em articulação com diversos sectores do Executivo, o processo de identificação, conservação, traslado e entrega dos corpos das vítimas do trágico acidente, ocorrido em Cabo Ledo, Icolo e Bengo, onde morreram 12 pessoas.
Em nota de imprensa, o Ministério da Saúde explica que, após a descoberta e identificação das vítimas, todos os corpos foram encaminhados e mantidos na morgue do Complexo Hospitalar do Pedalé, em Luanda, permitindo assim a organização de um processo centralizado, digno e devidamente coordenado de reconhecimento e entrega às famílias.
O MINSA esclarece, também, que não está apenas a entregar os corpos dos profissionais do sector da saúde, mas sim de todos os cidadãos angolanos vítimas do incidente, independentemente da área de actuação.
“O tratamento prestado tem sido uniforme, pautado por princípios de dignidade, respeito e humanização, garantindo igualdade no acompanhamento às famílias enlutadas”, acrescenta o documento.
Do total das 12 vítimas mortais, constam sete profissionais de saúde provenientes das províncias do Uíge e Cabinda, sendo quatro de Cabinda e três do Uíge, além de cidadãos oriundos do Cuanza-Sul e de Luanda.
No âmbito das operações já realizadas, os corpos têm sido progressivamente encaminhados para as províncias de origem com destaque para as localidades da Gabela, Sumbe e Luanda.
Dando continuidade a este processo, hoje, o Ministério da Saúde entregou oficialmente mais um corpo, desta feita na província de Benguela, entre os que se encontravam na morgue do Complexo Hospitalar do Pedalé.
A cerimónia ficou particularmente marcada pela entrega do corpo do 3.º subchefe bombeiro Alfredo Inácio Rosa, afecto ao Comando Provincial dos Serviços de Protecção Civil e Bombeiros em Benguela, que perdeu a vida no referido incidente, na sequência de um acidente de viação.
O acto de despedida e entrega oficial foi presidido pelo secretário de Estado para a Área Hospitalar, Leonardo Inocêncio.