A província de Benguela acolheu, hoje, a segunda fase da Corrida das Águas, na cidade do Lobito, sob o lema internacional deste ano, “Água e Igualdade de Género”.
A corrida esteve enquadrada nas celebrações do Dia Mundial da Água, que se assinala a 22 de Março e foi prestigiada pelo secretário de Estado para as Águas, António Belsa da Costa, tendo reunido dezenas de participantes, entre jovens, atletas, técnicos e membros da sociedade civil, num ambiente de forte engajamento e responsabilidade colectiva.
O evento foi promovido pelo Ministério da Energia e Águas, aliando desporto, cidadania e mobilização social, destacando-se como um momento de reflexão colectiva sobre o papel estratégico da água no desenvolvimento sustentável do país.
A actividade ganhou um significado político e social acrescido ao evidenciar que o acesso à água potável constitui não apenas uma questão de infra-estrutura, mas também um imperativo de justiça social, inclusão e equidade.
Em muitas comunidades, são as mulheres e raparigas as principais responsáveis pela recolha e gestão da água, realidade que impacta directamente o acesso à educação, à saúde e às oportunidades económicas.
Com esta iniciativa, o Executivo reitera o compromisso com políticas públicas orientadas para a universalização do acesso à água com foco na redução das desigualdades de género e na valorização do papel da mulher como agente central no desenvolvimento das comunidades e a determinação em continuar a investir no sector das águas, reconhecendo que a gestão sustentável deste recurso vital é indissociável da promoção da dignidade humana, da igualdade de oportunidades e do desenvolvimento socioeconómico de Angola.
A Corrida das Águas consolidou-se como uma plataforma de sensibilização e advocacia, promovendo estilos de vida saudáveis e reforçando a consciência ambiental.
A realização desta acção em Benguela inseriu-se, ainda, num conjunto mais amplo de acções estruturantes, levadas a cabo pelo Ministério da Energia e Águas, para não só expandir e melhorar os sistemas de abastecimento de água, mas também garantir que os benefícios desses investimentos sejam distribuídos de forma justa e inclusiva, contribuindo para o empoderamento das mulheres e para a construção de uma sociedade mais equilibrada, conclui o documento.