A China lançou, este domingo, às 23h08 locais (16h08 em Luanda), a missão Shenzhou 23, que pela primeira vez terá um astronauta a permanecer um ano inteiro em órbita.
Segundo a Lusa, que avança a informaçao, este é um passo considerado crucial para a ambição de Pequim de enviar seres humanos à Lua até 2030.
O foguetão Long March 2 F descola do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, na Região Autónoma da Mongólia Interior, transportando três astronautas em direcção à estação espacial Tiangong (“Palácio Celestial”).
Durante a missão, a tripulação realizará projectos científicos nas áreas da biologia, materiais, física dos fluidos e medicina, acrescenta a mesma fonte.
A principal particularidade será a estadia orbital de um ano por um dos três membros, experiência inédita que permitirá estudar os efeitos da longa exposição à microgravidade, perda de densidade óssea, atrofia muscular, fadiga psicológica e impacto da radiação.
O astronauta que cumprirá esta permanência prolongada será designado posteriormente, conforme a evolução da missão, segundo a Agência Espacial de Missões Tripuladas da China (CMSA), pode ler-se na matéria.