Moçambique registou 496 mortes por malária em 2025, um aumento de 39% face ao ano anterior, e aposta agora na vacina R21 como medida estratégica de prevenção.
Segundo o director do Programa Alargado de Vacinação (PAV), Leonildo Nhampossa, citado pela Lusa, a vacina recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para crianças entre seis e 18 meses é um avanço científico, mas não constitui “solução mágica”, devendo ser integrada em medidas complementares como redes mosquiteiras e campanhas de prevenção.
Introduzida em 2024 na Zambézia e expandida em 2025 para oito províncias, a cobertura vacinal ainda está abaixo das metas.
O responsável apontou que entre os principais desafios estão o medo de efeitos adversos, boatos e desinformação comunitária.
Para ultrapassar essas barreiras, o PAV aposta na busca activa de crianças faltosas, reforço da comunicação integrada, brigadas móveis e monitoria permanente da qualidade dos dados, avança a agência noticiosa portuguesa.