A preocupação do país com a insegurança alimentar em África foi reiterada, hoje, pela embaixadora de Angola em Itália, Josefa Sacko, durante a primeira sessão ordinária do Conselho Executivo do Programa Alimentar Mundial (PAM).
No certame, a diplomata avaliou o relatório anual da organização e a situação de crise da segurança alimentar do panorama global.
Josefa Sacko apontou sobretudo os conflitos no leste da República Democrática do Congo (RDC), Sudão e Somália como aqueles que causam deslocamentos e pressões relacionadas ao clima e que agravam a insegurança alimentar e restringem o acesso humanitário.
A embaixadora de Angola em Itália reforçou, também, que o mundo continua a enfrentar uma convergência de crises, de conflitos prolongados, de fragilidade económica, de choques climáticos e situações que estão afectar as necessidades humanitárias a níveis sem precedentes.
Apreciou, igualmente, o compromisso inabalável do PAM em prestar assistência que salva vidas, ao mesmo tempo que investe em vias de resiliência e recuperação.
Neste contexto, a recentemente nomeada como membro da mesa e coordenadora da lista (A) do Bureau do Conselho Executivo das Nações Unidas em Roma, em representação da região africana, assinalou, ainda, que o continente continua a ser o epicentro dos desafios globais em matéria de insegurança alimentar com enorme pressão sobre as comunidades vulneráveis.